LAÇOS QUE CONECTAM: Amor além da vida.

LAÇOS QUE CONECTAM

Amor além da vida.

As experiências emocionais vividas em um período de tempo podem conectar-nos a eternidade. Há pouco, o senhor do destino nos ofereceu um momento de profunda dor e reflexão sobre a vida: Nossa amiga e Irmã Rose Brun, da nossa república TÚNEL SECRETO, de Londrina, partiulevando consigo a chave (um dos símbolos de nossa república) para abrir novas portas onde quer que vá, e deixando em nós um fio imaginário e invisível que nós conecta para sempre. Pois foste a primeira de nós partir para esta nova experiência de transformação, e com issnos transformou. 

A partir daquele momento no domingo de manhã, quando a notícia de sua partida chegou, fui tomada de vários sentimentos que me possibilitaram transitar pelas nossas histórias. Bem como entender as construções sociais e familiares de nosso existir, fiz reflexões sobre a vida embasadas nas lembranças vividas no TÚNEL SECRETOLugar onde convivemos com muitas pessoas, moradores do período integral da faculdade e outros ocasionais e mais rápido. Pelos caminhos novos que surgiram para cada um, todos deixaram marcas em nosso existire, certamente, também imprimimos marcas na história de muitos.  

No entanto, hoje, quero falar de ti, Rosee relembrar algumas histórias com muito significados em minha vida e que sou grata pela sua existência, e assim compartilhar com muitos amigos que fizeram parte neste tempo. Foste minha parceira em muitas histórias que quero contar e muitas outras que permanecerão não reveladas. Fomos companheiras na venda de flores, “floristas da noite instigando a demonstração do amor entre as pessoas”, a gente dizia. Saíamos, todaas sextas ou sábados à noite, com uma cesta de rosas que vendíamos nos bares e restaurantes com o objetivo de completar nossa renda. Mais a minha do que a sua, pois minha faculdade era integral e você trabalhava e tinha sua renda. Seu companheirismo me auxiliava nos recursos financeiros, e também compartilhava de nossas aventuras de viajar de carona por este Brasil, nossas viagens para B.H, Ouro Preto, Sabará, etc. Nossa alegria por enfrentar e vencer obstáculos, que sempre aparecem em viagens não tão programadas como eram as nossas. 

Lembrei quando nasceu o Leo, seu filho admirável, em Curitiba. Fui até lá “de carona”. depois como compartilhamos momentos quando voltou para Londrina. A vossa luta, sua e da Lola (minha amiga de longa data e também companheira de viagens de carona pelo Brasil e até uma meia frustrada pela América latina), foi e continua sendo esplêndida em minha memória. Rose, foste admirável e guerreira nesta vida e pela vida. Aceitou e se ofereceu na pesquisa de novos tratamentos para a cura do câncer. Incansáveis viagens para seus tratamentos em Curitiba. Sua sabedoria como ser humano nos dá bagagens emocionais para aceitar os desafios e sua partida neste momento. 

Sua despedidano crematório em Londrina, fez-me pensar nesta linha invisível que nos conectam para a eternidade. Quando todos nós, presentes, colocamos pétalas de rosas sobre seu corpo adormecido simbolizando o amor, talvez o mesmo amor que propagávamos em nossa história da juventude, com um ingrediente diferente que neste momento era de profunda dor pela sua partida. Fiquei com a lembrança muito presente do olhar de sua irmã e grande amiga, Lola, que ficou olhando para você demoradamente, do tempo da homenagem até você desaparecer passando para outra parte do crematório, deixando claro que só partiste do plano terreno, mas continua em nós para sempre. Entender a morte é essencial para compreender a vida. 

 

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