PSICÓLOGAS, QUE MÃES SÃO ESTAS?

Em agosto comemora-se o dia do psicólogo. Uma profissão admirável, mas que pode instigar o imaginário de alguns, afinal, como será a vida pessoal desses profissionais? Após ficar o dia inteiro ajudando as pessoas a lidar com as suas aflições e problemas, como é voltar para casa e cuidar de suas preocupações? Por esse motivo, o artigo desse mês vai ser um pouco diferente: nós, Louise (filha da psicóloga Elisa Mara) e Vitória (filha da psicóloga Noemi) vamos tentar responder a pergunta “como é ser filha de psicóloga?”.
Para mim, Vitória, ser filha de psicólogo não é uma tarefa fácil. Tudo que você faz parece que está sendo analisado em seus pequenos detalhes. Parece que um erro seu pode lhe diagnosticar com uma doença terrível, o que depois de você aprender a lidar, descobre que é invenção da sua cabeça. Mas também têm suas vantagens, a primeira delas é poder fazer de sua mãe sua melhor amiga, poder contar segredos e saber que está bem guardado, afinal ela guarda vários, mais alguns não vão fazer diferença. Ter uma mãe psicóloga é saber que mesmo sempre ouvindo tantas pessoas, sobre a vida delas e suas reclamações, ainda sim estará disposta a lhe ouvir e aconselhar. Nunca a ouvi falar: “Filha, pode parar um pouco de falar? Ouvi muita gente hoje”. E ela tem os melhores conselhos do mundo! Parece que é só pedir algo a ela que como se uma luz brilhasse em sua cabeça, surge a solução, e se a solução não vier logo, irá correr atrás para me ajudar com esse problema.
Eu, Louise, sempre fui questionada de como é ter uma mãe psicóloga. Minha resposta sempre foi a mesma: “nunca tive outra mãe para saber como é não ser filha de uma psicóloga”. Diz o ditado que em casa de ferreiro, espeto é de pau. E em casa de psicóloga? Os filhos são loucos de pedra? Sinceramente, embora eu seja suspeita para avaliar, não acredito nesse extremo e nem no outro, de que família de psicólogo é perfeita. Uma mãe é sempre uma mãe, independentemente da profissão. Ter uma mãe psicóloga, não deixa nossa família imune de problemas, discussões, gafes no Facebook e Whatsapp (toda mãe faz isso). Mas assim como a Vitória, consigo ver os aspectos positivos dessa relação. Sei que ela sempre tentará me entender e estará mais do que disposta a me ouvir (não, elas nunca se cansam de escutar).
É complexo responder a pergunta “como é ser filha de psicóloga?”, pois não existe uma forma de respondê-la completamente, mas com certeza podemos agradecer por ter uma mãe psicóloga e também parabenizar a todos os psicólogos pelo seu dia!

Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Noemi Paulina Cappellesso Finkler
CRP 08/03539

Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Elisa Mara Ribeiro da Silva
CRP 08/03543

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Do NOT follow this link or you will be banned from the site!