DEPRESSÃO: A DOENÇA DO SÉCULO.

Falar de uma epidemia de depressão pode parecer um exagero, ou uma estratégia da indústria farmacêutica para comercializar a pílula da felicidade. Infelizmente a realidade demonstra que a depressão tem aumentado e muito na atualidade e a previsão é que continuará aumentando nos próximos anos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aposta que em 2030 a depressão será a doença mais comum no mundo perdendo apenas para as doenças cardíacas e a AIDS. Segundo estudos realizados pela Escola de Saúde Pública de Harvard e pela OMS, a depressão tem causado, além do sofrimento, grande impacto econômico, pois a pessoa acometida por este mal passa a produzir menos, faltar ao trabalho, o que em muitos casos resulta em demissão, acarretando gastos, tanto para o paciente e familiares com tratamento, quanto para a empresa com a falta e saída do colaborador.

A depressão é uma doença silenciosa e muitas vezes as pessoas tendem a mantê-la escondida por existir enorme estigma associado a esta por grande parte do público leigo e até mesmo por uma pequena parcela de profissionais da área de saúde que ainda a veem como fraqueza ou falha de caráter. Em virtude disso, a pessoa acometida deste mal sente-se envergonhada e constrangida por sua condição demorando muito tempo para buscar ajuda profissional.
O diagnóstico da depressão não é tão simples como parece por ser diferente nas várias faixas etárias, causas e forma como se apresenta. São diversos os sintomas que podem se manifestar, tais como: mudança de humor, sentimento de tristeza e pesar, perda de interesse em atividades que achava agradável, alteração do sono (insônia ou excesso de sono), perda ou aumento de peso, choro fácil, desesperança, perda de energia e cansaço, irritabilidade, dificuldade de atenção, concentração e memorização, perda de auto estima, sentimento de culpa, redução de desejo sexual, pensamento recorrente de morte ou suicídio.
É importante a compreensão da complexidade dessa doença, para que não se acredite que “basta a pessoa querer se ajudar para sair dessa”, até porque esse entendimento simplista faz com que a pessoa se sinta ainda mais incompetente diante de incapacidade de melhorar, acentuando seus sintomas. Assim sendo, o combate a este mal se faz a várias mãos: com profissionais capacitados, sendo o psiquiatra para o tratamento medicamentoso, a fim de amenizar os sintomas; o psicólogo com a psicoterapia para que a pessoa consiga usar seus recursos emocionais para uma vida de bem estar, e ainda a compreensão dos familiares para acompanhar e auxiliar no tratamento respeitando o sofrimento, sem julgamento, servindo como aliados desses profissionais. Dessa forma, poderemos ser mais eficazes para minimizarmos esse mal.

Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Noemi Paulina Cappellesso Finkler Noemi
CRP 08/03539

Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Elisa Mara Ribeiro da Silva
CRP 08/03543

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