CASAMENTO E A CRISE DOS SETE ANOS. O QUE FAZER PARA IR EM FRENTE ?

Se o casamento sobreviveu à fase infantil, de idealização, percebeu que cada um tem sua individualidade e quer que esta seja respeitada, o que não significa desamor, então chegou à fase comparada à segunda infância. Nesta, os dois não se bastam e necessitam conviver com outras pessoas. Surge o grupo de amigos de ambos em diferentes fases de seus casamentos, bem como a chegada dos filhos.O sistema ficou mais complexo do que o convívio a dois e o relacionamento com a família de cada um. Surgem novos desafios e também novos conflitos que vão exigir do casal novas habilidades. E agora?Dá para continuar?O que se pode esperar desta fase mais complexa?
A primeira fase persiste por um determinado tempo, em torno de sete anos (ai, a crise dos sete anos!), então aquele contrato conjugal que uniu agora precisa ser revisto. O motivo pelo qual um se casou com o outro já não basta para manter o relacionamento satisfatório. Não é raro ouvir as pessoas dizerem: “quando você me conheceu eu era assim, pensava assim; você mudou depois que casamos etc.”. Como se fosse possível ficar do mesmo jeito para sempre. O fato de viver todos os dias com a mesma pessoa, que vem de uma família diferente, com valores diferentes, que confronta e aponta falhas, é condição suficiente para que cada um se modifique. Então já não são os mesmos de quando casaram, mas se existe a certeza de serem amados e desejam continuar essa viagem, devem ser enfrentadas as adversidades. Agora o parceiro de viagem é um pouco mais conhecido. Porém, o caminho tem novos obstáculos, novas tarefas para continuarem juntos. Para seguir adiante, passarão a fazer parte de grupos amigos, trabalhos com maior exigência, cuidados com a casa e ainda, a chegada dos filhos, tudo isso traz novos papeis e exige mudanças nos relacionamentos. Não é mais só o casal. E muitas vezes, a comunicação passa a ser difícil pelas demandas e responsabilidades que a nova vida impõe. Logo, é comum triangular com filhos e amigos. Falar um com o outro por meio deles: “o seu pai disse…; diga a sua mãe…; fulano falou tal coisa…”Isto é uma disfuncionalidade que necessita ser revista e modificada. A comunicação, o diálogo, precisa acontecer entre cônjuges, buscando um compreender o outro, a partir da visão do outro, e não como cada um pensa. Com isso não é preciso concordar, mas sim entender que: “o outro pensa e é diferente do que eu penso e sou, pois ele tem sua história, crenças, valores, e eu as minhas”.E ainda, que é importante ter-se a liberdade em se comunicar, pois se confia que é possível o entendimento.Essas mudanças todas proporcionam conflitos e incômodos, para ambos, que ao serem superados possibilitam o crescimento de cada um e conseqüentemente, da relação.
Diante disso, é importante compreender que o relacionamento conjugal passará por várias fases. Vários momentos de aproximação e distanciamento. Cada uma dessas fases será diferente, com desafios, conflitos e possibilidade de crescimento. Logo, o que importa é os dois estarem dispostos a passar por isso, sabendo que foi para isso que se propuseram a começar a viagem: para juntos seguirem em frente!

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