A ARTE DE LIDERAR PARA CONSEGUIR RESULTADO COM AS GERAÇÕES BABY BOOMERS, X E Y

Atualmente, os empresários precisam utilizar-se do conhecimento dos diferentes jeitos de pensar das gerações que convivem e trabalham nas organizações. Cada geração tem seus valores, sua atitude e forma de conviver. Esta diversidade muitas vezes cria atritos se os gestores não se utilizarem da arte do convívio para poder valorizar o que cada geração tem de significativo e assim contribuir para o crescimento do sistema e dos próprios profissionais.
Para se entender melhor essas diferenças é preciso buscar os acontecimentos ligados a cada período histórico que deu origem a cada geração. Dos anos 40, período pós-guerra, as crianças que nasceram fazem parte da geração chamada “Baby Boomers” (BB), geração que conviveu com muita insegurança, instabilidade e medo típicos daquele momento histórico. Logo, esta geração queria viver em um mundo sem guerra. Estes bebês eram jovens quando começou a ditadura, lutaram contra os militares, é a geração da Bossa Nova, Jovem Guarda. No mundo do trabalho, a idéia dessa geração era criar carreira sólida na qual tivesse uma fidelização ao trabalho não somente uma remuneração.
Por volta dos anos 70 o Brasil vivia a censura imposta pela ditadura, mas já nos anos 80 eram os jovens que assistiam as “Diretas Já”. Esta é a geração X, que quer trabalhar, ganhar dinheiro, é apegado a títulos, cargos e gosta de deixar claro a posição que está, pois é mérito de muito esforço. Portanto, esta geração se apega a um suposto saber, que obteve por meio de estudo e profissionalização. É uma geração que tem um pouco mais de resistência a tecnologia, não tem o afã de buscar inovações e estar conectado, e tem algumas resistências na forma de trabalho.
A geração seguinte cresce em uma democracia e uma economia aberta. Nos anos 90 o Brasil melhorou e vem sendo respeitado depois do plano real. A Internet abre as portas para o mundo, para a geração Y. Este é um profissional mais voltado para ele mesmo, para o prazer. Não quer um trabalho sisudo fechado, não quer um chefe que diga a ele o que deve fazer, ele quer participar, quer evolução imediata. Ele é impulsivo, impaciente, quer crescer profissionalmente, ser promovido, ter várias coisas a fazer e necessita de desafios constantes.
Portanto, conviver nesta diversidade requer dos gestores, que tem em sua equipe de trabalho profissionais das três diferentes gerações, compreensão do pensamento e do sentimento que embasa o agir de cada um na realização dos projetos, sabendo oportunizar, a cada geração, atividades que lhe conferem contribuições significativas. Desenvolver equipes com senso de pertencimento, personalizando a atenção que cada um necessita, objetivando conexões entre estes profissionais, sabendo conciliar e filtrar a comunicação que interessa em cada momento, para que a pessoa sinta-se viva, ativa, motivada para contribuir com o projeto da empresa, não tem sido nada fácil, e exige que o gestor seja dinâmico e aberto a novas possibilidades. Exige dele a capacidade de delegar e disponibiliza-se para quando for solicitado, tendo desejo de convívio para estar mais perto de sua equipe. E ainda, necessita de competência para dar feedback e estar atento ao desejo profissional de cada pessoa para que tenha resultado com elas. E acima de tudo, deve estar também aberto para receber os feedbacks que venham promover mudanças no todo, responsabilizando-se com sua parte e tendo foco no objetivo comum.

Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Noemi Paulina Cappellesso Finkler
CRP 08/03539

Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Elisa Mara Ribeiro da Silva
CRP 08/03543

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